sábado, 4 de fevereiro de 2012

Margem Sul

Nascer do Sol ( clicar na foto para aumentar )



Pela Tarde Dentro










terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Ex...Xe

Ela vive debaixo da asa de um nacrofago, aquele que se alimenta de uma relação já morta.
Insiste em colaborar com ele com argumentos antigos de forma presunçosa, pseudo-drama instalado na sua mente...
Vida gasta entre espinhas de diálogos e ossos de arrogância, uma tigela de veneno e uma colher de chá, preto.
Volta e meia dá sinais de vida com falinhas mansas, como um tapete gasto e cheio de parasitas, um cão doente.
Que um dia o céu lhe ilumine o caminho para a salvação, de preferência, uma pedra vinda do espaço com muito calor...
Crente na sua própria religião envolvida de traços sólidos de incapacidade realista, conformidade estranha.
Aguarelas de cores escuras caminham entre as suas estrelas sem nomes conhecidos. Um carrossel imaginário activa-lhe a amnésia instalando-se como as quatros estações, ora vem ora vai, fina como uma folha de uma qualquer lista telefónica...
A varinha mágica deixou o seu encanto, gasto, sujo, pobre, sem qualquer sentido de continuar com a sua antiga dona e mudou-se. 
Agora sozinha e sem o seu apoio, a raiva cresce de forma considerável aumentando o seu núcleo de carvão verde de fúria, um andarilho com forma feminina. Bela anestesia com cravos ferrados e um gostinho de malagueta...

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Espreme...mais

No papel sublinho a palavra “ expressão “, expresso-me para ti sem rodeios, dobro a folha vezes sem conta e faço um cisne, perfeito urigmi numa folha de revista. Notícias de merda do mundo cor de rosa, foda-se, fodasse, fotaçe? Que se lixe o acordo ortográfico…
Lembrei-me do suave toque das tuas mãos, embrulhadas de frio condensado, flocos de neve nas orelhas. Que saudade do teu lado frio, imposição de nomes oriundos da tua imaginação, tudo bem, alinho nessa.
Gostar de ti não basta, há que odiar também…

Espreme...

Bloqueio...mundos paralelos. Dou um salto e já estou do outro lado. A queda faz-se sentir e tu apercebes-te, mas deixas passar. Tudo bem, compreendo o desconhecido.
- Porque não saltas também tu? « perguntei » Tens medo de quê?
O olhar respondeu nublado como o incenso do teu cigarro, puro drama, sentimento profundo de instinto duvidoso.
Cruel é aquele que não te abraça, que te agarra como uma carraça, que te chupa o ódio quando o queres libertar, lufada de ar fresco na moina. Solta um bafo fresco e beija-me a dor, assim me pedes e eu me liberto.
Frescos como uma cebola roxa, não é grande nem pequena, só arde de perto…

domingo, 8 de janeiro de 2012

I See You

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

À Luz do Coco

Vejo-me deitado sobre a areia, deliciado com uma barra de chocolate preto, meio amargo e duro. Vagueio nos meus pensamentos sobre aquilo que podia ter feito mas que por algum motivo, não fiz.
Vi faces passadas e sons perdidos dos quais me vi entre a realidade, e a ficção. Envolvi-me nalguns rios de gente, alegres, tristes, e com satisfação constatei que tudo correu bem, na maior parte dos casos.
À medida que o tempo passa, vejo os meus a sofrerem as alterações da idade e fico triste, triste porque há tanto ainda por aprender e tanto por fazer, e os seus olhos desejando mais tempo...comove-me.
Algumas vezes me vejo ao espelho olhando para os meus olhos e pensar « E agora? O que me espera? ».
Fases indisciplinadas do presente com consequências futuras, é o que é.
A mutação constante do ser humano aproveita as alterações para seu proveito, sim, mas para praticar o bem? Não, usam-nas para se aproveitarem da boa fé de outras, consequentemente vira bicho, e de bichos estou eu farto.
As boas intenções viram-se contra a maré, inesperada e implacável de forma fria e dura, mas com um certo de humor negro repleto de frescura, tal qual uma pasta de dentes. Brutal.
Agora vou desamarrar a minha, iola, e vou remar contra o vento em jeito de exercício matinal com umas aparas de limão...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

TU

De que te opões se desejas algo e foges, se não é essa a tua vontade?
Entrega-te e luta, não te escondas do que poderá ser rico de modo sincero, cavalgando de neurónio em haste sobre um mar de mente aberta.
Livra-te de pensares que não vale a pena, tudo nesta vida vale o tempo quando se trata de nós próprios, das nossas pequenas faíscas verticais, ofuscando este pequeno abstracto de modo honesto, há quem o diga...
Repara, não só e quando transbordas graciosidade no modo indiscreto, como também te denuncias quando sorris. Não passa de um jogo do Leão e da Foca à procura de calorias num qualquer inverno polar.
Bom, a vela por si só desperta curiosidade, mas também dá calor às partes frias dos teu discurso pintado de negro no Papiro sobre a mesa de três pernas, castanha como as folhas do Outono.
O medo, a tristeza, dois dos nossos melhores amigos, companheiros imortais nas horas repentinas e dolorosas, um orgasmo de incertezas e hesitações das quais não tens mãos.


Um papagaio
Dois papagaios
Três papagaios 


Ora que fantástico era, um empoleirado, um de pernas para o ar e outro a chamar por ti, pelo nome do qual não vou divulgar.
Interessante era, e mais uma vez de modo abstracto, pensar que podias rodar o sentido da placa a bom porto quando de repente, o teu barco se agita na banheira onde estás ao som de um " blugblug ", pois é, acontece...


Saca a rolha
Saca-rolhas
Salta a tampa


O pobre coitado, já arrumado com tal cardina que nem vos conto, 1,2,3, pumba, chão. Mais um pá cova, é a vida.
Só estás cá uma vez, não a desperdices com invólucros de disfarces vários para cumprires os objectivos que desejas, atira-te e descobre-te, vagueia e transpira, saboreia e envolve-te, admira e aprecia.
Uma história só é bem contada quando se entranha algo na raiz, vivido com marcas e sub traças de gente que não a tua mas que a memória não esquece, não apaga, não desiste da tua dor...oh piolho do *aralho, vai chupar outro que este está ocupado.
Só quem não vê a tua forma estelar é que não te merece, tão pura e cristalina, tão suave e delicada, que doce tangerina.
Um dia quando for grande e com pés de gente, dou um pontapé nas estrelas só para teres um lugar no céu, destacada de todas as outras.


Abre os olhos e voa, sê feliz...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A minha lista de livros lidos em 2011

Janeiro

The Drowned World, de J. G. Ballard.

Fevereiro

Roadside Picnic, de Arkady & Boris Strugatsky.
A Luz Miserável, de David Soares.
Se Gostaste da Escola, Vais Adorar o Trabalho, de Irvine Welsh.

Março

Orbias, As Guerreiras da Deusa, de Fábio Ventura.
O Filho das Sombras, de Juliet Marillier.
Metro 2033, de Dmitry Glukhovsky.

Abril 

As Dez Figuras Negras, de Agatha Christie.
O Deus das Moscas, de William Golding.

Maio

The Puppet´s Eye, de Ian Bone.
Antologia de Contos e Poemas, de Edgar Allan Poe.
A Guerra dos Tronos, de George R.R. Martin.

Junho

O Terceiro Reich, de Roberto Bolaño.
O Messias, de Marek Halter.
Hull Zero Three, de Greg Bear.


Julho

Seeds of Change, de John Joseph Adams.
Carta de uma desconhecida, de Stefan Zweig.
Vinte e quatro horas na vida de uma mulher, de Stefan Zweig.
O Banqueiro Anarquista, de Fernando Pessoa.
Kafka à beira-mar, de Haruki Murakami.
Metamorfose, de Franz Kafka.
Ratos e Homens, de John Steinbeck.

Agosto

Kanikosen- O Navio Dos Homens, de Takiji Kobayashi.
Contigo para sempre, de Takuji Ichikawa.
Bruxa e Detetive, de Kim Harrison

Setembro

Flashforward, de Robert J. Sawyer.
Howl´s Moving Castle, de Diana Wynne Jones.
O Terror, de Dan Simmons. Livro 1/2.
Temeraire- Throne Of Jade, de Naomi Novik

Outubro

O Fio da Navalha, de Somerset Maugham.
Os Cus de Judas, de António Lobo Antunes.
O Homem do Colorado, de Stephen King.
Dolores Claiborne, de Stephen King.


Novembro

Two Hawks From Earth, de Philip José Farmer.
Double Exposure, de Michael Lister.
Haunted, de James Herbert.
Conhecimento do Inferno, de António Lobo Antunes

Dezembro

The Forever War, de Joe Haldeman.
As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino.
O Conto do Vigário, de Fernando Pessoa.
O sem-amor ou o major sem a serotonina, de António Bento.
A Terra que um Homem precisa, de Tolstoi.
Fahrenheit 451, de Ray Bradbury.

domingo, 18 de dezembro de 2011

The Fly...

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