sábado, 22 de dezembro de 2012
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Estrela
Gostava de olhar para ti
Um qualquer dia destes
Tocar-te na face fria
Dar-te um beijo quentinho
Sentar a teu lado e ouvir-te falar
Coisas do dia-a-dia
Não interessa o tema
Deliciar-me contigo
Usar um pouco do meu tempo
Espaço útil de vida precioso
Para contemplar sem outra
Da tua espécie distante
Parar no tempo com a tua imagem
Dizer-te como és bonita
E voltar a carregar no botão Play
Uma cassete já velha e gasta
Uma memória límpida
Uma fruta madura e cristalina
Uma proeza do pó estelar
Porque o amor quando é verdadeiro não tem etiqueta com prazo de validade, tem sim um aperto no coração. Liberta-me...
domingo, 9 de dezembro de 2012
Quadro Vivo
Pendurado numa árvore estava um pneu, um baloiço, sentado nele estava um anão, ele baloiçava, ele sorria e ria como uma criança, era deveras uma imagem colorida e movimentada nos meus olhos. Essa imagem no entanto carecia de alguém que impulsionasse aquele pequeno ser para a frente, mas por momentos ele esquecera tudo e concentrava-se no apoio materno daquele balouçar.
No quintal, aquela árvore impunha respeito não só pela sua altura mas também pela sua largura, como um forte elo familiar, algo de que o pequeno anão sentia falta. As memórias e a saudade atacavam-no agora, momento profundo da realidade com um grande pesar e tristeza.
O vento do Outono tocava-lhe nos cabelos como festinhas solidárias de lamentos, as folhas, essas, cobriam-no como uma manta em tons castanhos dando-lhe a forma de um casulo. Estava na hora do recolher e trouxeram-no para dentro, os remédios esperavam por ele.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Lanterna Projectora
Gostava de ter uma lanterna projectora,
Rever momentos numa parede,
Citar palavras que me tocaram,
Reaver sentimentos que me moveram,
Recuperar o quente vermelho florescente,
Imagens de coisas e pessoas que ficaram para trás,
Albergar o tempo através de um piscar de olhos.
Mas nunca esquecer o porquê do que foram, salgadas, frias, incompletas...interrompidas.
Rever momentos numa parede,
Citar palavras que me tocaram,
Reaver sentimentos que me moveram,
Recuperar o quente vermelho florescente,
Imagens de coisas e pessoas que ficaram para trás,
Albergar o tempo através de um piscar de olhos.
Mas nunca esquecer o porquê do que foram, salgadas, frias, incompletas...interrompidas.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Decílio
Sentado na cadeira da máquina estava, Decílio, este deu à chave e o motor soluçou uma e outra vez até que levou um pontapé, foi esse o empurrão que lhe faltava. A escavadora cumpria agora as suas funções e, Decílio, abre uma vala comum no cemitério das Júlias, alguém iria hoje preencher aquele novo quarto de seis metros de profundidade, sim profundo.
Mais um dia de trabalho passou mas, Decílio, esteve atento e chegara a hora do biscate, sabia que aquela vala comum tinha um cadáver com objectos pessoais de valor, como tal, a pá do bicho de metal começou a escavar ao comando do dono até que parou no seu ponto desejado. Decílio chegou-se à frente e meteu-se debaixo dos dentes de um braço erguido abrigando-se da chuva.
Havia algo de estranho naquela noite e um sopro tocou na alavanca deixando cair a pá em cima do crânio, esmagando-o...
Mais um dia de trabalho passou mas, Decílio, esteve atento e chegara a hora do biscate, sabia que aquela vala comum tinha um cadáver com objectos pessoais de valor, como tal, a pá do bicho de metal começou a escavar ao comando do dono até que parou no seu ponto desejado. Decílio chegou-se à frente e meteu-se debaixo dos dentes de um braço erguido abrigando-se da chuva.
Havia algo de estranho naquela noite e um sopro tocou na alavanca deixando cair a pá em cima do crânio, esmagando-o...
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
domingo, 25 de novembro de 2012
#5
As faces do dia por vezes conseguem ser tão expressivas que até assustam, como o rabo duro e frio da noite.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Sinister - Entidade do Mal (2012), de Scott Derrickson
O fim de semana passado fui ver este filme, trata-se de um filme de Horror que nos apresenta a história de um autor de romances policiais que descobre uma caixa cheia de misteriosos e perturbadores filmes caseiros, através destes a sua família mergulha numa aterradora experiência de horror sobrenatural.
Ethan Hawke, a meu ver esteve muito bem no papel que desempenhou, a história é porreira e para quem gosta deste género de filmes recomendo a sua visualização. Dá para apanhar uns sustos e dar uns pulos da cadeira ;)
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Sr. Juizzze
De soslaio apontas o olho para mim como quem não quer a coisa, eu ignoro-te com a certeza de um querubim que não chora mas que queima sem derreter. Serei plácido até o demónio do azedo libertar as cigarras entoando assim o ruído pavoroso do teu rosnar.
Pequena libélulazinha, que linda que és, um perfeito conjunto de letras contidas provocadas por um sonoro tiro na lápide, bum. O excesso de confiança liberta-te de pontos já polidos pelo desgaste da fronteira negativa do opaco em uníssono com as vozes da tua zona interna de cucos, que paródia tão vulgar minha pequena obtusa.
A mente brinca ao som de nuvens a surfar os céus em entrelinhas, como Deus a desgostar os fieis a quem tanto lhe devotaram tempo e esperança, desiludidos. Venha, venha a nós Sr. Juizzze, daí-nos o palavreado da coragem e do saber e fazei de nós cães com sardas nas patas e chamai-lhes sinais da pele ou doenças, tanto me faz, tanto me aperta...
Pequena libélulazinha, que linda que és, um perfeito conjunto de letras contidas provocadas por um sonoro tiro na lápide, bum. O excesso de confiança liberta-te de pontos já polidos pelo desgaste da fronteira negativa do opaco em uníssono com as vozes da tua zona interna de cucos, que paródia tão vulgar minha pequena obtusa.
A mente brinca ao som de nuvens a surfar os céus em entrelinhas, como Deus a desgostar os fieis a quem tanto lhe devotaram tempo e esperança, desiludidos. Venha, venha a nós Sr. Juizzze, daí-nos o palavreado da coragem e do saber e fazei de nós cães com sardas nas patas e chamai-lhes sinais da pele ou doenças, tanto me faz, tanto me aperta...
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