terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Pintura em acrílico #2 (concluída)

Esta é a segunda tela que pinto e queria fugir um pouco ao convencional por isso pintei o fundo baseando-me num espaço alternativo.


Utilizei a técnica da esponja que consiste em passar um pedaço de esponja por cima da tinta como se estivesse a picotar.


O céu ficou como eu queria e comecei a adicionar uns troncos

Árvores e o chão

Pintei umas papoilas

Juntei umas estrelas

E o resultado final já com o verniz

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Usado

Prisioneiro do meu instinto sinto-me agarrado aos teus olhos criados pelo mar, agora preso pelo anzol que são os teus lábios delicados sinto a ternura da despedida, seguras-me pelos tentáculos com carícias envolventes. Exposto pela luz do dia chicoteias-me as costas com as tuas belas algas secas que me perfuram os pulmões, vomito coragem vermelha e ousadia no meio de uma sentença, sim, sou culpado.
Arrastas-me pela areia para o juízo final, espremes o meu corpo sugando-me os fluídos...doce veneno que me deixa ao sol, carcaça abandonada sem cor, cheiro fodido que percorre pelas entranhas rochosas.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Toque

Abanas-me com o teu sopro
Com desembaraço deixo-me levar
Penetrando com beijos tu me levas
Apreciando-te cada vez mais
Num suspiro com efeito comparativo
Trinco-te os lábios em uníssono
Encaixe perfeito na melodia tónica
Chuchas tudo num toque aprazível
Os meus tons transformam-se em cera


Boneco animado nas tuas mãos...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Pintura em acrílico #1 (Concluída)

Comecei ontem a aventurar-me nesta arte e já o desejava fazer há algum tempo, não só como concretização pessoal mas porque também é óptimo para espairecer a cabeça. Nunca tive aulas ou explicações, apenas vi alguns vídeos no Youtube para ter uma ideia para o que ia.

17/01/13


18/01/13


Como não estava a gostar do que via decidi começar de novo, lol

Bute lá





21/01/13

Depois de algumas tentativas falhadas lá dei com a coisa, agora que já despachei o céu e a montanha vou para o próximo passo, o Rio.


22-01-13

Para ter uma ideia do que quero



As árvores de fundo





Não gosto desta perspectiva do "rio" e como tal vou ter que fazer mais umas alterações, lol.


24-01-13

Usei fita da Tamiya que costumo usar no modelismo estáctico para delinear a zona do rio





A margem



Últimos retoques da margem



Últimos retoques


E está concluída a pintura final, depois meto aqui a última foto já com o verniz ;)


25-01-13
Produto final já com o verniz aplicado, realça alguns pormenores e dá outra vida à tela :)



segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Reencontro

Talvez caído no esquecimento, deixado abandonado numa cave qualquer de restos tocados, perto de um coração de sentimentos incógnitos, eu pequeno ponto, ali às escuras, esperando, revivo películas de momentos num projector imaginário. Luz falsa no espaço...
Algo se deixar ouvir vestido de toque curto mas sentido, sentado de cabeça baixa sobre um chão gelado abro os olhos e vejo-te, com um sorriso acanhado e eu, tímido como uma gota que teima em cair sorrio também. Tua aurora safira azul penetra nas minhas cores sem vida e faz-me elevar bem alto para um arco-íris espumante.
Quando caio em mim e desço, voltas a desaparecer deixando um rasto de sombra que da qual não posso seguir, mas valeu cada segundo de ti.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Estrela

Gostava de olhar para ti
Um qualquer dia destes
Tocar-te na face fria
Dar-te um beijo quentinho
Sentar a teu lado e ouvir-te falar
Coisas do dia-a-dia
Não interessa o tema
Deliciar-me contigo
Usar um pouco do meu tempo
Espaço útil de vida precioso
Para contemplar sem outra
Da tua espécie distante
Parar no tempo com a tua imagem
Dizer-te como és bonita
E voltar a carregar no botão Play

Uma cassete já velha e gasta
Uma memória límpida
Uma fruta madura e cristalina
Uma proeza do pó estelar

Porque o amor quando é verdadeiro não tem etiqueta com prazo de validade, tem sim um aperto no coração. Liberta-me...

domingo, 9 de dezembro de 2012

Quadro Vivo

Pendurado numa árvore estava um pneu, um baloiço, sentado nele estava um anão, ele baloiçava, ele sorria e ria como uma criança, era deveras uma imagem colorida e movimentada nos meus olhos. Essa imagem no entanto carecia de alguém que impulsionasse aquele pequeno ser para a frente, mas por momentos ele esquecera tudo e concentrava-se no apoio materno daquele balouçar.
No quintal, aquela árvore impunha respeito não só pela sua altura mas também pela sua largura, como um forte elo familiar, algo de que o pequeno anão sentia falta. As memórias e a saudade atacavam-no agora, momento profundo da realidade com um grande pesar e tristeza.
O vento do Outono tocava-lhe nos cabelos como festinhas solidárias de lamentos, as folhas, essas, cobriam-no como uma manta em tons castanhos dando-lhe a forma de um casulo. Estava na hora do recolher e trouxeram-no para dentro, os remédios esperavam por ele.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Lanterna Projectora

Gostava de ter uma lanterna projectora, 
Rever momentos numa parede,
Citar palavras que me tocaram,
Reaver sentimentos que me moveram,
Recuperar o quente vermelho florescente,
Imagens de coisas e pessoas que ficaram para trás,
Albergar o tempo através de um piscar de olhos.

Mas nunca esquecer o porquê do que foram, salgadas, frias, incompletas...interrompidas.