domingo, 4 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Visão Perturbada
A tua face na lágrima de um cego,
desprotegido e inocente,
encostado ao teu lindo nome,
escrito numa parede fria e suja,
gasta pelo tempo que não viveu,
o cego toca a sua gaita de beiços.
Notas agudas de tristeza, notas graves de ansiedade. Pedaços de soluços...
desprotegido e inocente,
encostado ao teu lindo nome,
escrito numa parede fria e suja,
gasta pelo tempo que não viveu,
o cego toca a sua gaita de beiços.
Notas agudas de tristeza, notas graves de ansiedade. Pedaços de soluços...
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Apenas um Pedaço
Pensou em desertar, uma e outra vez
Fugir ao beicinho era o mais, correcto
Mas não conseguiu e deixou-se, contemplar
Estava rendido ao mais que tudo, doce
O tom de pele era óbvio, tímido
Tudo o que era até então, deixou de ser
Tornou-se claro o túnel perfeito, leveza interior
Levitando-se largo o cabo, outrora amarrado
Deixando apenas algo sentido, uma pétala
Perfumada e viva de cores, bonita
Uma peça do seu eu, pousada no alecrim.
domingo, 21 de outubro de 2012
Lembrança
No brasume da fogueira
Destinada ao amor pirilampo
Ocupamos o espaço quente
Emocionado e cantando
Invades as minhas cordas vocais
Com um beijo carinhoso
Fecho os olhos sentindo
Tua mão no meu pescoço
Subindo ligeiramente quente
Minha voz interior canta mais alto
Atingindo o pico do vulcão
E tu minha doce, evaporas.
Destinada ao amor pirilampo
Ocupamos o espaço quente
Emocionado e cantando
Invades as minhas cordas vocais
Com um beijo carinhoso
Fecho os olhos sentindo
Tua mão no meu pescoço
Subindo ligeiramente quente
Minha voz interior canta mais alto
Atingindo o pico do vulcão
E tu minha doce, evaporas.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Acorrentado
As mãos que lavam a face
Da cor preta e branca aliviam
A superfície de um rosto esquecido
Há beira de um rio de mágoas
Os olhos abrem e reconhecem
As linhas do sol que recebem
Reflectindo o nítido espaço que o envolve
Encarando mais uma vez a vida
Num rodeio alvoroço de penas
Regista-se o silêncio na concha
Da água que ele agora aconchega
Uma sólida imagem da solidão
Cujo conteúdo foi retirado
Pelo cento da sociedade humana
De um orgão musculoso chamado amor
Da cor preta e branca aliviam
A superfície de um rosto esquecido
Há beira de um rio de mágoas
Os olhos abrem e reconhecem
As linhas do sol que recebem
Reflectindo o nítido espaço que o envolve
Encarando mais uma vez a vida
Num rodeio alvoroço de penas
Regista-se o silêncio na concha
Da água que ele agora aconchega
Uma sólida imagem da solidão
Cujo conteúdo foi retirado
Pelo cento da sociedade humana
De um orgão musculoso chamado amor
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Whadark
No canto escuro, lugar onde te sinto por perto,
No canto gélido, lugar onde corrumpes corações,
Debaixo, ajoelhados ao teu encanto sombrio,
Debaixo do olhar enganador reparo em ti.
Debaixo, a tua sombra de multidão
Escurecendo as cores vivas das almas de uns tristes.
Tu, que apertas o pouco que resta,
Tu, que te alimentas da benevolência ímpar,
Tu que dás a ilusão de algo inalcansável reforças a dor.
Na penumbra eu destaco-me,
Na imensa mancha de alcatrão seco eu quebro-te,
Lanço e relanço olhares coloridos de um coração puro
Apagando o teu caminho com humildade límpida,
Não corrupta ao interno sabor da crueldade,
Que invocas em nome da falsidade astuta.
- Deixai viver a morte contínua da qual me alimento...
Nunca estiveste tão perto de ser sacudida,
Como agora, momento estrábico da tua essência.
No canto gélido, lugar onde corrumpes corações,
Debaixo, ajoelhados ao teu encanto sombrio,
Debaixo do olhar enganador reparo em ti.
Debaixo, a tua sombra de multidão
Escurecendo as cores vivas das almas de uns tristes.
Tu, que apertas o pouco que resta,
Tu, que te alimentas da benevolência ímpar,
Tu que dás a ilusão de algo inalcansável reforças a dor.
Na penumbra eu destaco-me,
Na imensa mancha de alcatrão seco eu quebro-te,
Lanço e relanço olhares coloridos de um coração puro
Apagando o teu caminho com humildade límpida,
Não corrupta ao interno sabor da crueldade,
Que invocas em nome da falsidade astuta.
- Deixai viver a morte contínua da qual me alimento...
Nunca estiveste tão perto de ser sacudida,
Como agora, momento estrábico da tua essência.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Procurando um Beijo
É como criar um doce sem cólera que me desperte o ponto do prazer ao toque acerbo no paladar que intriga, que o amarelo cítrico se transforme em vermelho sólido numa tempestade divina repleta de calor e aconchego derretendo bolas de neve e sussurrando ao tempo; Encontra-me...
terça-feira, 2 de outubro de 2012
#3
Por mais que apite a palavra teima em não sair, sopro, sopro, mas é inútil. A ventoinha tenta dar o ar de sua graça mas o rosado permanece.
Terei sempre o gelo para me reconfortar...
Terei sempre o gelo para me reconfortar...
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
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